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2016 começa com bons discos de rock e metal; veja lista

Artigo por Igor Miranda/Revista Cifras

O ano de 2016 começou movimentado no que diz respeito a lançamentos de bandas de rock e metal. O cenário é atípico, pois, nos últimos anos, os fãs só começam a ter boas novas a partir de março ou abril.

Surpreende, ainda, a qualidade do material que tem saído. Já é possível afirmar, sem pretensões, alguns discos têm tudo para estarem entre os melhores do ano.

Separei e listei abaixo o que já escutei neste início de ano – o que gostei e o que não gostei. Confira:

Megadeth – “Dystopia”: o novo álbum do Megadeth é um dos melhores de sua discografia. Kiko Loureiro e Chris Adler não revolucionaram a banda, mas mudaram sua sonoridade por meio de detalhes. Deram mais técnica e, de certa forma, peso às composições. “Dystopia” bate de frente com outros registros aclamados, como “Endgame” e até os clássicos da década de 1990.

Black Sabbath – “The End”: o EP de despedida do Black Sabbath entrega exatamente o que eu esperava: sobras de “13”, último disco de estúdio da banda. As quatro faixas do compacto poderiam se encaixar perfeitamente no álbum e soam, tanto em produção quanto em performance, como se realmente tivessem sido gravadas naquela época. Ou seja, empolga o fã. Até Brad Wilk está lá, mandando bem na bateria.

David Bowie – “Blackstar”: a despedida de Bowie teve a mesma classe de toda a sua discografia. O camaleão esteve menos roqueiro em seu último disco de estúdio e trouxe mais elementos do pop e do jazz, aliado a uma melancolia de quem já poderia prever o que o câncer faria. Bom trabalho.

Dream Theater – “The Astonishing”: a decisão de lançar um disco duplo, com 34 músicas no total, prejudicou o novo álbum do Dream Theater. Era, justamente, o momento da banda se mostrar em uma faceta mais acessível. A maior parte das músicas de “The Astonishing” tem quatro minutos de duração. O grupo soube trabalhar isso bem e fez um heavy metal mais direto, sem enrolações, apesar de estar envolto em um conceito. O único problema é ter faixas demais. Ainda assim, é um bom trabalho, mas não dá para ouvir de uma vez só.

Hell In The Club – “Shadow Of The Monster”: a turma dos subgêneros do metal continua nos dando bons discos de… hard rock. Caso do Hell In The Club, formado por integrantes do Elvenking e Secret Sphere. “Shadow Of The Monster” é o melhor trabalho da banda italiana e um dos melhores que ouvi neste ano. Hard n’ heavy com refrão ganchudo, riff cortante e trabalho de criação apurado. Sem encheção de linguiça.

Anthrax – “For All Kings”: A sensação que “For All Kings” passa é a mesma que grande parte dos discos de metal que ouço recentemente tem transmitido: não é bom, nem ruim. A banda está, notoriamente, com uma pegada mais progressiva, trabalhando melhor na estrutura de suas músicas. O problema é que não pega de jeito. Não há músicas realmente memoráveis. Trabalho mediano.

Wolfmother – “Victorious”: um dos grandes discos do ano. “Victorious” melhora a cada audição. Sem surpresas, a banda continua a apostar em um heavy rock conciso, de bons refrães e riffs, além da voz aguda de Andrew Stockdale em primeiro plano. Dois elementos mudam: o instrumental, melhor tocado após Josh Freese e Joey Waronker se revezarem na bateria, e a produção, assinada pelo renomado Brendan O Brien, que deu um toque mais afável às músicas. Vale a pena ouvir.

Last In Line – “Heavy Crown”: de um grupo cover em memória a Ronnie James Dio, o Last In Line passou a ser um projeto autoral, com nomes de grande calibre. Músicos que integraram a concepção da banda Dio na década de 1980 se juntaram ao competente Andrew Freeman em 2012 e começaram a gravar material inédito em 2014. O som praticado por aqui é um heavy metal com um pé no hard rock setentista, especialmente nos riffs de guitarra, e uma pitada doom, em momentos específicos da cozinha. Início acima da média. Pena que o baixista Jimmy Bain faleceu antes do lançamento do disco. Os integraentes, porém, prometeram que vão dar sequência ao grupo.

Nordic Union – “Nordic Union”: consagrado em segmentos mais pesados, o vocalista Ronnie Atkins abraçou o hard rock melódico por aqui. Com o suporte do multi-instrumentista Erik Martensson, Atkins conseguiu se destacar com sobras. Quase nenhuma faixa do tracklist passa dos quatro minutos, com obediência a uma fórmula específica. Para o que se propõe, longe do experimentalismo, está ótimo. Disco divertido.

The Temperance Movement – “White Bear”: em comparação ao excelente disco de estreia, “White Bear” não decepciona, mas não é de fácil compreensão. Algumas músicas flertam com elementos do indie rock, o que gera estranheza de início. Mas ainda é um bom trabalho, que bebe diretamente das influências do blues, do southern rock e do hard rock setentista, em uma vertente menos lisérgica do que a explorada por outros grupos contemporâneos.

Axel Rudi Pell – “Game Of Sins”: estável, Axel Rudi Pell lançou mais um bom disco de hard/heavy de contornos melódicos e instrumental robusto. A voz de Johnny Gioeli é o verdadeiro destaque por aqui – é um dos grandes cantores do gênero. Não muda a vida de ninguém, mas agrada os adeptos.

Avantasia – “Ghostlights”: defendo há algum tempo que a fórmula do Avantasia está gasta. Digo isso porque vejo potencial no projeto. A proposta atual é menos power metal e mais voltada para o hard/heavy, o que, para mim, é ótimo. O estilo das composições, porém, ainda soa cansado, com algumas faixas desnecessariamente longas. Muitos convidados e pouca identidade. Não gostei.

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