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Os 10 melhores discos de hair metal de todos os tempos

Contagiante, conciso e mais comprometido em ter festas e groupies de que conquistar Valhalla ou ter pensamentos depressivos, o que chegou à MTV como metal nos anos 1980 não tinha muito a ver com o que hoje é chamado de metal – ou até com o que foi taxado como metal nos anos 1970. Visualmente afetados e com propensão a cantar refrãos chiclete, bandas como Def Leppard, Quiet Riot, Twisted Sister e Ratt deviam mais ao “glam rock” britânico e ao Aerosmith do que ao Black Sabbath. Em qualquer outra época, eles seriam classificados como “hard rock”, mas em algum ponto alguém veio com o provavelmente pejorativo termo “hair metal”, e o nome ficou.

Nesta seleção, nomes como o Guns N’ Roses não foram considerados por transcenderem a forma, enquanto outros como o W.A.S.P. ficaram de fora por soaram muito legitimamente heavy metal.

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10 – Cinderella, Long Cold Winter(1988)
Menos de meia década depois de fazer um comercial inacreditavelmente bizarro para a Pat’s Chili Dogs (veja aqui), o Cinderella chegou a esta meticulosamente ritmada obra-prima. As incursões blueseiras e despretensiosas abrindo cada um dos lados são perversamente profundas, mas os ganchos cativantes deixados pela banda – em quatro singles que foram bem nas paradas de sucesso – vão naturalmente além do slide e pedal steel.

Sorrateiramente iniciando com “Bad Seamstress Blues”/“Falling Apart at the Seams”, o disco traz o vocalista Tom Keifer claramente ansiando em voltar para casa, mas sua estrada cigana não o levará de volta. Ele, então, deixa o cabelo crescer, desafia você a tirar sarro disso, e se diverte a noite inteira só para manter a exaustiva rotina.

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9 – Motley Crue, Too Fast for Love(1981)

Os primeiros dias do Mötley Crüe renderam o que viria a ser lendário em relação à banda – as infestações de baratas, as festas selvagens, os burritos de ovo. O trabalho de estreia, de 1981, incialmente lançado na gravadora própria deles, a Leathür Records (depois relançado pela Elektra), mostra como eles usaram a influência –musical ou sensual – fornecida por Los Angeles para chegar a um gênero do rock que eventualmente se tornaria uma força cultural de grande porte.

A vertiginosa “Live Wire” sucintamente ilustra o apelo de Too Fast for Love: a voz de Vince Neil aparece mais preocupada em expressar sua agitação reprimida do que em alcançar notas agudas, enquanto o áspero riff de guitarra de Mick Mars e a bateria de Tommy Lee unem a prepotência do glam ao espírito veloz do punk. O ranger descarado de “Come On And Dance” e os contrapontos em sequência de “Piece of Your Action” são um presságio dos futuros sucessos mundiais do Crüe.

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7 – Faster Pussycat, Faster Pussycat(1987)

O álbum de estreia do Faster Pussycat de fato bateu a estreia do Guns ‘N Roses por algumas semanas e, ainda que ninguém se lembre disso agora, o disco do Faster Pussycat – de vulgaridade que remete ao Aerosmith – de certa forma perseguiu mais ativamente tanto o hair metal de L.A. quanto um caminho mais autêntico e despojado para o gênero.

Ambas as bandas fizeram shows no clube World Famous Cathouse (do futuro VJ da MTV norte-americana Riki Rachtman) no início da carreira, então, em uma das melhores músicas deste disco (“Cathouse”), a frase “the best Cathouse in town” pode não ser uma referência a uma casa de prostituição. Rachtman é creditado na faixa “Babylon”, que evoca igualmente os New York Dolls e os Beastie Boys.

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6 – Ratt, Out of the Cellar (1984)

Possivelmente, nenhum produtor em todos os tempos colocou tanto eco na voz de um cantor de rock como Beau Hill fez com Stephen Pearcy em Out of the Cellar, do Ratt. À princípio, parece extremamente enjoativo, mas mesmo assim não há como negar o poder de músicas como “Round and Round”, que traz o comediante Milton Berle no videoclipe.

Ainda que possa ser fácil tirar os méritos de boa parte do álbum de estreia do Ratt – taxando como “músicas de preenchimento” –, “She Wants Money” e “I’m Insane” dão segmento com propulsão invejável, e “Lack Of Communication” e “The Morning After” não são faixas desleixadas nas quais o tom da guitarra e a estrutura musical são preocupações da banda.

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5 – Skid Row, Skid Row (1989)

Depois de chamar atenção em clubes de Jersey (EUA) na metade dos anos 1980 com outro cantor, o Skid Row contratou o vocalista bahamiano Sebastian Bach e alcançou sucesso instantâneo. Reproduções seguidas dos vídeos de três hinos rebeldes no estilo Mötley Crüe – “Youth Gone Wild”, “18 and Life” and “I Remember You” – alavancaram o disco de estreia do Skid Row a vender mais de dois milhões de cópias antes de aquela década chegar ao fim.

E, ainda assim, a banda parecia não pensar que aquele era o apelo gerado por eles à época. “Não quero ter que viver com uma gravadora estúpida, tendo que ser um ‘bad boy’ ou o líder de um grupo de moleques malcriados”, disse Bach em 1989. “Só nos importamos em cantar no tom, mas não nos importamos tanto assim com isso. Tocar na melhor maneira que conseguimos e ter certeza que nossos cabelos fiquem bonitos na TV.”

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4 – Mötley Crüe, Shout at the Devil(1983)

Supere o choque de valores do pentagrama na capa do vinil e a frase adaptada de professores nazistas (“Those who have the youth have the future”) na faixa de abertura “In the Beginning”, e o segundo álbum do Mötley Crüe é uma mina de faixas melódicas e roqueiras guiadas por “Looks That Kill”.

“Somos como o Journey, não somos?”, disse Nikki Sixx depois do lançamento do disco. “Podemos compor uma música que é punk no andamento, mas ainda assim ter uma melodia. Então continua sendo uma canção, continua sendo boa. Não pensamos que a melodia é apenas limitada a músicas lentas dos Beatles, faixas do Journey ou canções românticas. Não tem que ser”. Falando nos Beatles, “Helter Skelter” ressurge neste trabalho reformada com os riffs de Mick Mars e a voz lamuriosa de Vince Neil.

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3 – Bon Jovi, Slippery When Wet (1986)

Slippery When Wet elevou Bon Jovi de um roqueiro de sucesso mediano de Nova Jersey (EUA) a um dos maiores artistas do mundo. Carregado de histórias (“Wanted Dead or Alive”) e das paredes de guitarras de Richie Sambora (“Raise Your Hands”), o disco já vendeu mais de 12 milhões de cópias até hoje. Com participações cruciais de Desmond Child (Aerosmith, Kiss, Cher) nas composições de “You Give Love a Bad Name” e “Livin’ on a Prayer”, Slippery When Wet adquiriu seus clássicos de karaokê.

“É sobre a classe trabalhadora, e é real”, disse Bon Jovi sobe “Livin’ on a Prayer”, provavelmente uma das únicas músicas de hair metal a mencionar greves de sindicato. “Isto é algo com que a maioria dos nossos fãs podem se relacionar, não as limusines e groupies. É ali que ainda consigo achar meu coração.”

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2 – Poison, Look What the Cat Dragged in (1986)

Bret Michaels pode clamar que suas inspirações foram o Led Zeppelin e o Lynyrd Skynyrd, e que sua banda não tem conexão com o glitter dos anos setenta, mas o Poison ainda assim saiu do nada como um Bay City Rollers tentando ser o New York Dolls – e essa era a graça da banda. O disco seguinte, Open Up And Say… Ahh! (1988), provavelmente ganha em termos de consistência, músculos e cérebro, mas o álbum de estreia – gravado rapidamente e lançado por um selo independente – foi a epítome do heavy metal de jardim de infância em todos os tempos, das batidas no estilo “Be My Baby” na faixa de abertura “Cry Tough” ao riff chiclete estilo Sex Pistols de “Talk Dirty to Me”.

“I Won’t Forget You” era uma sonhadora carta de amor aos fãs, e “I Want Action” era a resposta deles a “Looking For a Kiss”, do New York Dolls. E, até que eles rejuvenesçam e tirem as guitarras cor-de-rosa do armário, nenhuma boy band até hoje conseguiu ser mais feminina do que eles.

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1 – Def Leppard, Hysteria (1987)

Em Hysteria, o Def Leppard e o produtor Mutt Lange se uniram para criar, nas palavras do guitarrista Phil Collen, “uma versão hard-rock de Thriller”. Isso significava se apoiar no lado “pop” da equação pop-metal, e colocar o foco mais nos ritmos e vocais do que nas guitarras. O resultado? Mais de 20 milhões de cópias vendidas.

Mais impressionante, as músicas eram surpreendentemente variadas, das batidas da ode glitter “Rocket” passando pelas rimas eletro-rap de “Pour Some Sugar on Me”, até a balada country “Love Bites”. Em entrevista àGuitar World, Collen relembra: “QuandoHysteria saiu, várias pessoas ficaram: ‘Isto não é rock. Isto é inofensivo’. Mas aquilo teve absolutamente o efeito que deveria ter. Porque o ponto não era apenas tocar para uma plateia roqueira, mas sim tocar para todo mundo. E alcançamos aquilo.”

Fonte: Rolling Stone Brasil

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Publicado às outubro 21, 2015 por em Música e marcado , , , , , , , , , .

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